Motos

Yamaha Ténéré: o melhor ficou para o ano que vem

A Yamaha pode bater no peito e se orgulhar de ter lançado moda ao apresentar, no fim da década de 1980, a linha XT, de motos fora de estrada de média e grande cilindrada. Enquanto não surgiam outros segmentos como as maxienduro ou as mistas, que unem o design e a posição de pilotagem off-road a um emprego mais urbano, elas eram o veículo ideal para percursos maiores com alguma terra e pedras. Não por acaso, muitos aventureiros escolhiam as máquinas da casa dos três diapasões para viagens longas, atravessando países e continentes. E quando as japonesas começaram a fazer bonito no Rally Paris-Dakar, logo surgiu uma versão com tanque maior, inspirada no modelo de competição, que ganhou o nome de Ténéré, uma das regiões mais desafiadoras do Deserto do Saara.

A XT600 chegou ao Brasil no fim da década de 1980 e fez sucesso tal e qual no restante do mundo com sua mecânica robusta e visual caprichado. Numa segunda geração, ganhou carenagem integrada ao tanque com farois redondos e deu origem a uma versão maior, a Super Ténéré 1200, que ainda hoje é o carro-chefe da Yamaha na briga com rivais como a Triumph Tiger 1.200; a BMW GS1200 ou a Honda Africa Twin. A original, no entanto, foi perdendo espaço e se distanciando da proposta original. Algo que os japoneses tentam corrigir: no Salão de Milão do ano passado, apresentaram o protótipo T7, com visual caprichado e espírito à altura da tradição da casa de Iwata.

Tudo indicava que, na mostra deste ano, viria o produto definitivo. Pois na apresentação da linha 2018 que antecedeu a abertura do Salão, eis que havia um momento “aventura”. E, nele, surgiu… a Teneré 700, confirmando o que se esperava… ou não. A máquina ganhou nome e cilindrada, evoluiu em relação ao conceito inicial mas ainda não estará nas concessionárias ano que vem. Estratégia de marketing ou não, a Yamaha resolveu fazer mais um ano de testes e desenvolvimento para, só em 2019, lançar a versão de produção. Até lá, a novata vai ser exigida em trilhas e estradas de todo o mundo (o Brasil está no mapa) pelos pilotos oficiais da marca, no chamado “World Raid”.

Se a base  e o visual serão mantida: o robusto quadro tubular em aço (semelhante ao da MT-07), o bicilíndrico paralelo de 698cc e o desenho de tanque, carenagem e rabeta, a Ténéré definitiva deve perder alguns dos componentes do protótipo, como o escapamento Akrapovic e as laterais e outras peças em fibra de carbono. Mas, ainda assim, tem tudo para criar uma nova legião de apaixonados. O jeito é esperar…

2e6f3eeb-1288-48b1-a547-ed484f6b5ed8 T7

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *


Vídeos

Mais Lidas

Topo