Porsche

A oitava geração de um mito: 911 muda, mas só o suficiente

Não é de agora que a Porsche vinha badalando o lançamento da oitava geração de seu modelo-símbolo, que deu origem ao sucesso e à trajetória da marca. Lançado em 1963, o 911 evoluiu, cresceu, mas não abre mão (e nem deve) da proposta original, com o motor boxer traseiro e as formas inconfundíveis – um DNA que passou pelas décadas e ainda hoje remete ao modelo original.

Desta vez, boa parte da inspiração veio da versão desenvolvida exclusivamente para o Mundial de Endurance (WEC), que substitui a posição habitual do seis cilindros biturbo por outra central (entre-eixos), para melhor distribuição de peso. O novo 911 não chega a esse extremo, mas herda boa parte do visual mais musculoso, com destaque para as caixas de roda mais largas, capazes de alojar os imensos exemplares aro 20 na dianteira e aro 21 na traseira.

Na dianteira, aliás, está uma das principais diferenças do novo 911 em relação ao antecessor: como na geração 993 (considerada uma das mais perfeitas na história do modelo), os farois voltam a ficar distantes das grades de refrigeração, com um ressalto no parachoque. A traseira fica mais vertical, com direito a um filete unindo as duas lanternas e a tradicional “grelha” para permitir a entrada de ar sobre o motor diminui e fica mais alta. As imensas saídas dos escapamentos dão o tom.

O 3.0 turbo que serve de base para as versões Carrera S e Carrera 4S ganhou potência, despejando agora 450cv nas rodas traseiras, por meio da transmissão automática de oito velocidades e dupla embreagem. Uma novidade é o modo Wet (molhado) de condução, com ajustes automáticos dos controles de tração, estabilidade e da entrega de potência e torque para os pisos com aderência reduzida. No interior, as linhas retas e contínuas do painel são inspiradas no visual do 911 da década de 1970, com um novo sistema multimídia PCM com tela de 11 polegadas.

A partir de agora começa a expectativa pelo lançamento das várias configurações (GT2, GT3), com a perspectiva de uma inédita opção híbrida – um pequeno motor elétrico jogaria potência extra sob demanda nas rodas dianteiras, valendo-se da experiência da Porsche com o protótipo 919 Hybrid. As vendas na Europa começam no fim do ano a partir dos 120.125 euros (Carrera S), algo em torno dos R$ 515 mil. Por aqui, ele desembarca no segundo semestre de 2019.

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