Curiosidades

Acredite, eles estão entre nós (Parte II)

Conforme prometido, o site traz mais alguns exemplos de modelos que andaram (na verdade ainda andam) em nossas ruas e estradas a partir da volta das importações, na década de 1990, e hoje são raridades – normalmente a gente bate o olho e fica na dúvida, tenta descobrir qual a marca e de quando é o carro, ou encontra o nome no Seminovos BH, por exemplo, e não consegue ligá-lo à imagem. Todos, de alguma forma, marcaram história, para o bem ou para o mal e alguns ajudaram a consolidar a imagem de marcas que apenas chegavam ao mercado brasileiro, timidamente, para depois pensar em planos mais ambiciosos.

Kia Sephia

O sedã médio da casa sul-coreana pertencente ao Grupo Hyundai desembarcou na mesma época do grande sucesso da Kia nos anos 1990, a van Besta. Chegou ao mercado europeu em 1992 e, no ano seguinte, já aparecia nas ruas brasileiras, com a missão de criar uma reputação favorável à marca. Ele era construído sobre a mesma plataforma do Mazda 323 e chegou por aqui com o motor 1.5 quatro cilindros de razoáveis potência e torque. Além disso, contava com avanços para a época como a suspensão traseira multilink. A grande curiosidade envolve seu nome, que não é o do tom de cor de fotos antigas, mas a junção das iniciais de “(s)tyle” (estilo), (e)legância, (p)otência, (h)i-tech, (i)deal e (a)uto. O interior, no entanto, era espartano e mostrava que os coreanos precisariam evoluir muito para ganhar credibilidade. Vendeu relativamente bem (não só aqui, mas em países como Austrália e Nova Zelândia) e, se hoje modelos como Cerato e Picanto têm seu lugar, devem agradecer muito ao antecessor.

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Renault Twingo

Antes de ter fábrica no Brasil, a Renault já produzia (e muito) na Argentina, e de lá vieram alguns modelos que começaram a “preparar o terreno” para a chegada em peso da montadora francesa. Um deles era o sub-compacto Twingo, em sua primeira geração, com a dianteira que lembrava um panda (o animal, não o carro da Fiat), cores chamativas e as possibilidades de personalização, muito antes que a Smart chegasse ao mercado e fizesse a proposta cair na moda. Com a antiquada mecânica 1.2 de apenas 55cv, o interior modesto e o pouco espaço, especialmente para bagagens, ele não conseguiu roubar mercado dos concorrentes da época (o primeiro Uno/Mille, especialmente). Com o desembarque do Clio fabricado no Paraná, o pequeno deixou de ser trazido para não dividir o mercado com o próprio “irmão maior”.

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Ford Mondeo

Houve um tempo em que as fábricas desenvolviam um modelo para a Europa e o resto do mundo e outro para o mercado norte-americano e suas particularidades. Inicialmente a Ford optou por trazer ao Brasil seu sedã médio/grande vendido nos EUA, o Taurus, com quase 5 metros de comprimento, jeitão clássico e uma mecânica moderna desenvolvida em conjunto com a Yamaha. Vendeu bem (e ainda hoje é considerado uma boa pedida no mercado de usados, considerando o custo-benefício), mas era muito carro para a grande maioria – brigava com o Omega e a Alfa Romeo 164. Com isso, a casa do oval azul resolveu apostar no modelo vendido na Europa, o Mondeo. Bem mais curvilíneo, sem cromados e excessos e com versões sedã, hatchback e perua, foi trazido na primeira e na segunda gerações, mas não tinha preço ou argumentos suficientes para vencer a concorrência japonesa. Hoje, Mondeo e Fusion são uma coisa só – quem tem um, tem os dois…

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Fiat Coupé

Esportivo, dois lugares, desenhado pelo estúdio Pininfarina com traços de um certo Chris Bangle, que mais tarde faria sucesso na BMW. E, ainda por cima, com um motor forte e inovador (para a época): o quatro cilindros 2.0 de 141cv com injeção eletrônica que equipava também o Tempra. O Fiat Coupé era o típico carro de nicho, feito não para vender muito, mas para marcar terreno e oferecer uma proposta fora do lugar comum (mesmo caso da GM com o Tigra, mais um que vai aparecer nessa série). Com ele não havia meio-termo: ou se gostava muito ou se detestava as linhas. Foi importado entre 1995 e 1996 e quem tem até hoje elogia – talvez tenha faltado acreditar mais no modelo e usá-lo em competições, por exemplo.

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