Hyundai

Cenas dos próximos capítulos

Nunca antes na história deste país… houve um ano tão animado em termos de lançamentos automobilísticos. Ainda não chegamos à metade de 2016 e o mercado já ganhou o Fiat Mobi, a Fiat Toro, a Ford Ranger, a Chevrolet S10/Trailblazer, a Toyota Hilux/SW4, o Nissan Kicks e o Chevrolet Cruze, para ficar nos modelos inéditos ou totalmente remodelados. Até por isso, não é o caso de dizer que o melhor ainda está por vir, mas o caminho até o Salão de São Paulo, entre 10 e 20 de novembro, trará muita coisa boa para o consumidor. O site selecionou oito lançamentos de segmentos variados que prometem movimentar as concessionárias e aumentar a dúvida de quem sonha com um zero quilômetro apesar dos tempos bicudos.

Renault Kwid

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Começamos pela parte boa: o sub-compacto chega para aposentar o cansado Clio e encarar Mobi e up! apostando na simplicidade e num leve ar de SUV. Inicialmente, contará com um tricilíndrico de 1.000cc que será compartilhado com a Nissan, para ganhar um 800cc no ano que vem. Agora a parte ruim: mesmo com airbag para o motorista, a versão indiana do pequeno tomou bomba no teste de impacto do Global NCAP, mostrando falhas graves na carroceria. A montadora garante que lá, como aqui, está tomando as devidas providências para atender as normas de segurança e apresentar um produto confiável.

Honda Civic

Modelo do novo Honda Civic 2017

 

Há quem diga que o segmento dos sedãs médios se dividirá em “antes do novo Civic” e “depois do novo Civic”. Assim como a Chevrolet fez com o Cruze, a Honda manteve apenas o nome e criou uma nova geração do modelo, maior, mais espaçosa e luxuosa, o que se refletirá em aumento nos preços médios. A motorização marcará uma nova era para a marca japonesa no mercado brasileiro: será um 1.5 turbo quatro cilindros de respeitáveis 174cv – a Honda se notabilizou por arrancar bastante potência de suas unidades aspiradas sem comprometer a durabilidade.

Nissan Frontier

Frontier

 

Se Toyota, Ford e GM renovaram suas picapes de maior porte, a Nissan não poderia ficar atrás. A nova geração da Frontier já roda na América do Norte e na Europa e virá do México com um novo motor turbodiesel de 2.300cc e um visual mais atlético que a antecessora. Que, aliás, seguirá inicialmente à disposição nas concessionárias da marca japonesa, como opção mais econômica.

Hyundai IX25

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O segmento dos SUVs pequenos/médios é outro em grande ebulição com a disputa entre Honda HR-V e Jeep Renegade, a chegada próxima do Nissan Kicks e a restilização do Ford Ecosport. A Huyndai não quer perder a oportunidade de garantir seu naco nas vendas com o IX25 (conhecido como Creta em alguns mercados). Ele chegará empurrado por um quatro cilindros 1.6 de 16V – nada de downsizing por enquanto.

Toyota Corolla

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Tá certo, o campeão de vendas em seu segmento vem de uma revolução recente, mas as mudanças nos rivais Cruze e Civic levaram a Toyota a adotar uma restilização no exterior e no interior. A dianteira ganha linhas ainda mais afiladas e menos sisudas para agradar aos mais jovens. Como vem sendo o caso nos últimos anos, prevalece o desenho do modelo vendido na Europa, não o do mercado norte-americano.

Honda WR-V

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Ok, seria mais cômodo fazer uma versão cross do Fit (viraria nome de modalidade de ginástica), mas a Honda resolveu dar personalidade própria a um modelo que pretende ser a porta de entrada num caminho que, mais tarde, levará ao HR-V e ao CR-V. A frente perde o jeitão urbano do irmão quase gêmeo para ganhar linhas dignas de SUV e a traseira também passará por mudanças, além das inevitáveis alterações na altura em relação ao solo e no acerto das suspensões.

 

 

 

 

 

Jeep Compass

Maior que o Renegade, menor do que o Cherokee. Assim será o novo Jeep Compass, desenvolvido integralmente no Brasil para ganhar o mundo. Entre as novidades, a familia de motores Tigershark e o desenho mais parrudo, capaz de agradar inclusive aos norte-americanos, chegados a um exagero em termos de tamanho de veículos. A ideia é começar a faixa de preços onde termina a do Renegade.

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Renault Captur

Raul Seixas fez ficar famosa a frase “é tanta coisa no menu que eu não sei o que comer”, e ela bem se aplica ao Captur, que será maior do que a versão europeia (e do que o Duster), mas não tanto. Tanto assim que se valerá da mesma plataforma do primeiro SUV da marca no Brasil e de sua derivada, a Oroch, alongada para acolher cinco adultos com conforto (nada de versões para sete lugares, como se chegou a especular). A motorização partirá do bom 1.6 16V da Nissan (com corrente em lugar da correia dentada) e contará ainda com o 2.0 F4R do Duster. Nos mercados europeus a convivência com o “irmão” é menos complicada porque o Duster é vendido como Dacia – aqui, preços, equipamento interno e itens de série devem justificar a diferença entre os modelos.

Renault-Kaptur-Frente

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