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Conheça o Kwid, compacto indiano que a Renault vai nacionalizar neste ano

Com Kwid, Renault praticamente dá fim à sua herança francesa no Brasil: compacto, que é, começa será nacionalizado no quarto trimestre

Com Kwid, Renault praticamente dá fim à sua herança francesa no Brasil: compacto, que é, começa será nacionalizado no quarto trimestre

O leitor mais atento já deve ter percebido que, aos poucos, vamos retornando à “Era das Carroças”. Se, por alguns anos, os modelos vendidos no Brasil estiveram em sinergia com seus pares, na Europa e Estados Unidos, estamos ficando para trás. O Renault Clio é um exemplo dessa precarização: lançada por aqui em 1996, sua segunda geração foi descontinuada na Europa em 2004, mas só agora dará adeus às terras tupiniquins – no Velho Continente, a quarta geração foi lançada em 2013. Não deixará saudades, mas o leitor não deve esperar muito de seu sucessor, o pequenino Kwid.

De origem indiana, o Kwid é o clássico popular do terceiro mundo. Comparado ao nosso Clio, ele é 13 cm menor, quase 6 cm mais estreito e leva desvantagem de 5 cm na distância entre-eixos, medidas que podem ser traduzidas em um interior ainda mais apertado – lá, a distância livre do solo de 18 cm é um grande atributo. O acabamento, que chegou a ser um destaque do Clio, quando de sua nacionalização, não trará ganhos em relação ao padrão romeno dos Dacia (leia-se Sandero, Logan e Duster) vendidos no mercado nacional com a marca Renault.

 

LÁ, PROMESSA DE 25,1 KM/L

Dentro do subcompacto, ambiente franciscano e painel de instrumentos minimalista: pobreza absoluta

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Na Índia, o Kwid parte de 2,6 laques – 260 mil rúpias indianas, o equivalente a R$ 15.590 – na versão básica, equipada com motor de três cilindros em linha (0.8 litro 12V) de acanhados 54 cv. Se, por um lado, falta apetite para o subcompacto, a Renault asiática promete médias de até 25,1 km/l, com uso de gasolina sem adição de álcool anidro. Lá, sua lista de conteúdo é tão pobre que até as setas são listadas como “equipamento de série”.

Por aqui, ele deve usar o motor flexível de quatro cilindros (1.0 litro 16V) de 80 cv que equipa as versões pé-de-boi de Sandero e Logan, mantendo o jeitão franciscano e, é claro, a mesma sanha que, hoje, tabela o moribundo Clio em R$ 32 mil. A aparência de um microSUV deve ser o grande mote do Kwid, no mercado brasileiro, e não se assuste se o carrinho chegar por mais do que isso…

Confira o vídeo da Renault indiana!

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