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Detroit: interatividade para os norte-americanos; esperanças para os brasileiros

Apresentação da picape Ridgeline, da Honda: sonho inatingível para os brasileiros, modelo tem foco na classe média norte-americana

Apresentação da picape Ridgeline, da Honda: sonho inatingível para os brasileiros, modelo tem foco na classe média norte-americana

logo-Naias2016As maiores estrelas do Salão de Detroit deste ano não estarão apenas nos estandes, mas nos bolsos dos milhares de visitantes que a mostra recebe a partir da próxima sexta-feira, dia 16, dia de abertura ao público. Interatividade é a palavra de ordem, no Cobo Center, e criar uma experiência diferenciada para o público foi o objetivo da organização do evento, que fez uma parceria com ninguém menos que uma das gigantes mundiais da tecnologia, a IBM, para ajudar quem vai percorrer os corredores do North American International Auto Show (Naias).

Quem já foi aos grandes salões do automóvel sabe que não é difícil ficar igual barata tonta, em meio a tantas atrações. Pois o aplicativo disponível para quem visitar a edição de 2016 do Naias promete resolver até mesmo este problema. “Muitas das grandes marcas mudaram seu ‘endereço’ no Cobo Center e cerca de 70% do chão da mostra é totalmente novo”, explica o porta-voz da feira, Max Muncey. “Queremos que nossos visitantes vejam as atrações do salão, enquanto se divertem”.

No aplicativo, cada setor do salão por onde o visitante passa fica marcado como visto, evitando que ele fique dando voltas em círculos. A organização espera que o app da mostra tenha entre 75 mil e 100 mil downloads até o próximo dia 24, quando ela fecha as portas.

 

BURACO NEGRO

Este lado tecnológico do Salão de Detroit é apenas uma das evidências do abismo que separa o mercado norte-americano do brasileiro, um verdadeiro buraco negro que só aumenta. Basta o visitante dar um giro pelos estandes para ver que a crise do setor já começou a devolver-nos para a ‘Era das Carroças’, como ficaram conhecidos os anos que antecederam à abertura das importações. De tudo que está em exibição de Detroit, pouquíssima coisa deve desembarcar no Brasil e, mesmo assim, em versões tropicalizadas, empobrecidas.

Os novos Honda Civic e Chevrolet Cruze estão entre os únicos modelos que ganharão cidadania brasileira. Já modelos como o novo monovolume Pacifica, da Chrysler, e a picape Ridgeline, da Honda, que nos Estados Unidos estão ao alcance de qualquer família de classe média, não passarão de um sonho distante para nós. Outro modelo da General Motors que pode aparecer por aqui, a nova (décima) geração do Malibu ganhará ares de sofisticação em terras tupiniquins – nos EUA, ele parte de US$ 21.625, o equivalente a R$ 87.725.

Engraçado é que a campanha publicitária do Malibu mostra um grupo de pessoas, em visita a um centro de estilo, vendo o modelo despido de todas suas logomarcas. Depois de especularem sobre sua ascendência – seria um BMW? – eles se mostram, ao final, surpresos com a revelação. Como quem diz: isso é bom demais para ser um Chevrolet. E é o que de melhor podemos esperar, obviamente por valores na casa dos R$ 160 mil.

Isso, se as taxas de câmbio deixarem, como a própria GM já adiantou…

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