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Ducati capricha nas novidades para 2019

Três motos 100% novas e seis restilizações. A Ducati realmente não economizou ao apresentar sua linha 2019, às vésperas da abertura do EICMA, o Salão de Milão (a partir de quarta-feira). Se já havia antecipado as mudanças na linha Scrambler, que o Seminovos BH Notícias mostrou, desta vez o foco se voltou para os modelos de maior cilindrada.

Se a linha Multistrada, de big trails aventureiras (1260cc e 950cc) recebeu ajustes de suspensão, posição de pilotagem e eletrônica, três modelos roubaram as atenções na apresentação mundial da marca de Borgo Panigale, controlada pela Audi. A naked esportiva Diavel ganhou uma nova geração, agora empurrada pelo V2 1.262cc de 90º Testastretta, com 160 cavalos, preso a um novo quadro em treliça tubular de aço. Farol, tanque, aletas, rabeta e retrovisores foram redesenhados, mantendo o espírito ‘endiabrado’ de uma máquina que conta com pneu traseiro de 240mm de largura, entre outras ignorâncias.

Fruto do coquetel entre uma maxi enduro e uma supermotard, a Hypermotard 950 é outra cujo projeto foi revisto praticamente do zero. Embora não seja uma máquina de competição, é delas que vem a inspiração, por exemplo, com o sub-quadro traseiro aparente, com uma pequena proteção plástica isolando o escapamento do condutor. Embora tenha ganho em potência com uma evolução do bicilindro Testastretta 937cc, agora com 114 cavalos, ela perdeu quatro quilos em relação à antecessora, apostando no minimalismo (só o estritamente necessário está presente). A ordem, como a própria fábrica lembra, é se divertir ao guidão, com uma moto ágil, veloz e capaz de mudar de direção num piscar de olhos.

A terceira atração inédita é a versão mais extrema da superesportiva Panigale V4, lançada ano passado. Para poder homologá-la para o Mundial de Superbikes, a Ducati precisou desenvolver uma versão com tudo do bom e do melhor, e a cilindrada reduzida para 998cc. Suspensões Ohlins de pista, freios Brembo também capazes de encarar os autódromos, muitos materiais nobres e pequenas aletas em fibra de carbono completam o pacote da V4R que, se equipada com o escapamento em titânio Akrapovic, despeja na roda traseira absurdos 234cv, transformando-se assim na mais potente Ducati jamais produzida. Isso com apenas 193 quilos na balança, o que proporciona relação peso/potência digna de MotoGP.

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