Carros

Eles deram adeus em 2017…

O ano de 2017 chega ao fim deixando lembranças boas, outras nem tanto e, em se tratando da indústria automobilística, marcando o fim da linha para uma série de modelos. Que, analisando entre razão e emoção, cumpriram bem seu papel, com bons volumes de vendas e proprietários em sua maioria satisfeitos. Mas a lógica do mercado é implacável e muitas vezes os departamentos de marketing ou as decisões de executivos engravatados levam a melhor sobre a tradição ou o gosto do consumidor. O Seminovos BH Notícias separou três dos principais modelos que saíram de cena nos últimos meses

Chevrolet Captiva

Quando chegou às ruas brasileiras importado do México, em 2008, o SUV médio da Chevrolet fez bonito nas vendas, especialmente na versão equipada com o V6 3.0 de 260cv (a 0utra era empurrada por um quatro cilindros em linha de 2.400cc). Com espaço, conforto e performance, nadou de braçada diante de uma concorrência que não era tão qualificada quanto a atual – Kia, Hyundai e Honda (CR-V) eram os principais rivais. Só que a versão desenvolvida pelo centro de estilo da GM na Coreia do Sul (na verdade a Daewoo, que acabou incorporada pelos norte-americanos) evoluiu na Europa e demais mercados, enquanto no Brasil mantinha as linhas originais, que acabaram envelhecendo. Para piorar, a casa da gravatinha tirou da linha o V6 e passou a oferecer apenas uma versão Sport, mais simples e despojada. Lógico que os números despencaram e, com o desenvolvimento do Equinox, que ocupa o mesmo espaço no mercado dos EUA, a opção era inevitável. Sendo assim, para 2018, é hora de substituição: sai Captiva, entra Equinox.

cvaptiva

Fiat Palio

O primeiro carro mundial da Fiat desenvolvido e lançado no Brasil, para em seguida ganhar o mundo. Foi assim que, em 1996, um suntuoso evento no Parque Municipal, em Belo Horizonte, marcou a apresentação internacional do Palio, hatch que chegava para ocupar o espaço do cansado Uno (que virou Mille), foi vendido em toda a América do Sul e parte da Europa, já que também era fabricado na Turquia. A participação oficial em provas de rally ajudou a desenvolver o motor 1.6 16V e a mostrar o caminho para reforçar suspensão e chassi do pequeno que, com a carroceria original, teve cinco gerações distintas, em que as principais mudanças estavam na dianteira e nas lanternas traseiras. Em 2011, foi a hora de renovar radicalmente e surgiu o “Novo Palio”, sobre uma plataforma revista e com linhas mais sinuosas. Com uma motorização que não ajudava muito e uma concorrência que chegou pesada – HB20, Onix, 208 – sem contar a própria disputa interna com o Novo Uno – o simpático hatch foi perdendo espaço. Para completar o cenário, a montadora italiana decidiu trocar dois por um: com o Argo, substitui não apenas o Palio, mas também o Punto. Os derivados Strada e Weekend Adventure ainda sobrevivem, mas perdem espaço com as demais opções da gama.

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Renault Clio

A produção, a bem da verdade, foi encerrada em 2016, mas nos primeiros meses deste ano ainda havia exemplares disponíveis nas concessionárias deste que foi o símbolo da entrada dos franceses no mercado verde e amarelo. Quando apareceu por aqui, em 1996, ele ainda era importado (ao lado de Twingo e Megane) mas sua produção local impulsionou a construção da fábrica de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, a partir de 1999. Desde então, o hatch compacto evoluiu pouco, manteve os valentes motores 1.6 16V e 1.0 (nisso a casa do Losango é referência) e, com versões descoladas, cada vez mais se tornou opção de entrada para universitários, frotistas ou quem buscava seu primeiro zero. A dianteira passou por mudanças na tentativa de se aproximar da nova linguagem de design da Renault mas, na Europa, as novas gerações do modelo cresciam e se tornavam melhores, enquanto por aqui o que se via era mais do mesmo, especialmente depois da chegada do Sandero, que passou a ser a opção mais equipada. Depois de espremer tudo o que o Clio podia dar, finalmente chegou a hora da mudança, com a chegada do Kwid, que incorporou o papel de subcompacto de entrada.

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