Curiosidades

Fiat Palio: se vai e deixa saudades

Agora é oficial. Se no fim de 2017 a saída de linha do Palio já estava definida pela Fiat, as últimas unidades do hatch deixaram a linha de produção de Betim no mês passado para, quem sabe um dia, o nome ser reaproveitado, tal como ocorreu com o Tipo (na Europa). Ao longo dos 22 anos de comercialização, o modelo, que ganhou o nome de uma tradicional festa de origem medieval na cidade toscana de Siena, na Itália, foi fundamental para levar a montadora pela primeira vez à liderança das vendas no Brasil, objetivo buscado desde sua instalação, no fim da década de 1970. Mais do que isso, não é exagero afirmar que ele foi um divisor de águas em vários aspectos, deixando para trás várias impressões passadas pelos irmãos 147 e Uno. E ainda deu origem a uma gama de derivados (Siena, Strada, Gran Siena e Weekend).

O Palio é daqueles carros que dificilmente desapontaram seus proprietários e, na grande maioria dos casos, são lembrados e/ou mantidos com carinho. Tanto assim que ainda contam com bom valor de revenda e rodam bastante por nossas ruas e estradas, mesmo nas gerações mais antigas. Para marcar o adeus, trazemos de volta o texto publicado no fim do ano passado que resume a história do hatch e sua importância no mercado brasileiro. Escrito, aliás, por quem teve um Palio de rua e também a chance de comandar um Palio 16V em provas válidas pelo Mineiro e Brasileiro de Rally de Velocidade, constatando a resistência e a valentia desse italiano de alma brasileira (ou será o contrário?).

paliocollage

O primeiro carro mundial da Fiat desenvolvido e lançado no Brasil, para em seguida ganhar o mundo. Foi assim que, em 1996, um suntuoso evento no Parque Municipal, em Belo Horizonte, marcou a apresentação internacional do Palio, hatch que chegava para ocupar o espaço do cansado Uno (que virou Mille), foi vendido em toda a América do Sul e parte da Europa, já que também era fabricado na Turquia. A participação oficial em provas de rally ajudou a desenvolver o motor 1.6 16V e a mostrar o caminho para reforçar suspensão e chassi do pequeno que, com a carroceria original, teve cinco gerações distintas, em que as principais mudanças estavam na dianteira e nas lanternas traseiras. Em 2011, foi a hora de renovar radicalmente e surgiu o “Novo Palio”, sobre uma plataforma revista e com linhas mais sinuosas. Com uma motorização que não ajudava muito e uma concorrência que chegou pesada – HB20, Onix, 208 – sem contar a própria disputa interna com o Novo Uno – o simpático hatch foi perdendo espaço. Para completar o cenário, a montadora italiana decidiu trocar dois por um: com o Argo, substitui não apenas o Palio, mas também o Punto. Os derivados Strada e Weekend Adventure ainda sobrevivem e, enquanto a picape ainda apresenta fôlego nas vendas, a perua, desenvolvida sobre a penúltima geração do Palio, não atrai grande interesse do consumidor.

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