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Honda City EXL: à altura da tradição japonesa

O Honda City é daqueles modelos que trazem como “sobrenome” a confiabilidade mecânica e a reputação de sucesso dos japoneses sobre quatro rodas: tem uma base mecânica confiável e quase indestrutível, um visual atraente e um pacote interessante de conforto e segurança. Na teoria e na prática, como nós pudemos comprovar na avaliação de um em sua versão topo de linha EXL.

No começo do ano, o City, assim como o “irmão” Fit, passou por uma leve restilização, com mudança na barra cromada que atravessa a grade; no parachoque, além de ganhar novas rodas de liga aros 15 e 16 (no caso do carro testado, a segunda opção). Sob o capô, o mais do que conhecido e confiável quatro cilindros 1.5 i-Vtec de 115cv de potência (etanol) e torque máximo de 15.3 kgf.m a 4.300rpm, acoplado à transmissão CVT, com direito a borboletas no volante para mudanças sequenciais.

Um conjunto que garante um desempenho mais do que razoável e um consumo bastante reduzido, algo importante especialmente para o uso urbano, com seu para e anda. O câmbio é bastante esperto, mais proativo do que o do Fit (que também testamos) e só apresenta um senão: a cada mudança de marcha na borboleta, retorna para a posição D, o que impede o uso sequencial propriamente dito.

No interior, bancos de couro e acabamento de nível esmerado, com um visual que pende mais para o sóbrio. Na fileira traseira há apoio de cabeça central, cinto de três pontos para o passageiro do meio e o sistema Isofix de fixação do assento infantil. O espaço disponível para os passageiros é bastante honesto, sem exigir grandes apertos da turma mais alta. Airbags laterais e de cortina ajudam a garantir a segurança de quem vai à frente. O sistema multimídia com tela de 7 polegadas mantém o padrão de excelência da Honda.

Há alguns pontos que merecem críticas sim, especialmente levando em conta o preço sugerido para a versão: R$ 84.600. Diferentemente da versão asiática, o City brasileiro ainda fica devendo controles de tração e estabilidade, que ajudariam bastante no quesito segurança. Além disso, a suspensão traseira por barra de torção merecia ser substituída por um sistema mais moderno – normalmente a justificativa das montadoras é de que essa configuração suporta melhor a buraqueira de nossas ruas e estradas.

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