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Moto GP vai ganhar compania de máquinas silenciosas

Os amantes do cheiro da gasolina, que têm o combustível correndo nas veias, não precisam se alarmar. Mas, a partir de 2019, os finais de semana de corrida do Mundial de Moto GP vão ganhar uma categoria exclusiva para máquinas movidas a eletricidade. Diferentemente do que ocorreu sobre quatro rodas, em que a Fórmula 1 preferiu um caminho próprio (com tecnologia híbrida) e a Fórmula E surgiu como “adversária”, os organizadores da competição sobre duas rodas resolveram abraçar as novas tecnologias.

A Moto E será disputada com as motos Ego GP desenvolvidas pela italiana Energica, uma das principais fabricantes de modelos emissão zero sobre duas rodas. Com suspensões Ohlins semelhantes às das máquinas da Moto 2; freios Brembo de competição e os mesmos pneus Michelin usados pela Moto GP, ela tem o propulsor elétrico a magneto montado em uma treliça tubular de aço e o amortecedor traseiro é deslocado para o lado direito. Se alguns dados são mantidos sob mistério, a potência máxima será de quase 150 cavalos, com carga suficiente para corridas com 10 voltas de duração (algo em torno dos 70/80 quilômetros de autonomia), velocidade máxima de 250 km/h e um sistema de recarga rápida que garantirá 80% do trabalho em meia hora.

Bem verdade que o conjunto é mais pesado do que o de uma moto movida a gasolina (em torno dos 250 quilos), mas a expectativa é de que os tempos sejam semelhantes aos da Moto 2 (movida pelo quatro cilindros em linha da Honda CBR 600 com preparação especial). O responsável pelos testes e desenvolvimento é o italiano Loris Capirossi, campeão mundial das 250cc na década de 1990 e contemporâneo do brasileiro Alexandre Barros.

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