Carros-conceito

Porsche completa 70 anos com novidades

O dia era 8 de junho de 1948. Devastada pela guerra e em busca de reconstrução, a Alemanha deixava de lado o horror do nazismo e começa a ousar. E o jovem Ferdinand Porsche, aproveitando-se da base mecânica do Fusca, modelo que nasceu para ser o carro do povo (Volkswagen, na tradução literal), criou um pequeno esportivo de dois lugares, conversível e com motor traseiro entre-eixos, o 356. Que, naquela exata data, recebia das autoridades a homologação e a autorização para a produção em escala.

Uma das marcas que mais se tornaram sinônimo de esportividade e eficiência, nas pistas e fora delas, chega portanto aos 70 anos de vida. Sabendo se reinventar sem perder o espírito pioneiro. Tanto assim que, criado na década de 1960, o 911, em suas várias configurações, continua sendo o carro-chefe, a referência a partir da qual se criou uma gama completa. E se muita gente temia que apostar em máquinas com outras configurações seria uma heresia, os herdeiros da dinastia souberam lidar com a questão de forma perfeita. Tanto assim que hoje é quase impossível imaginar um concessionário sem modelos como Cayman, Cayenne, Macan e Panamera. Um sucesso tamanho que, nos anos mais difíceis do Grupo VW, veio da Porsche a força para manter os números no azul. Conduzir um modelo concebido em Zuffenhausen é sinônimo de emoções fortes, de momentos únicos, que poucas outras marcas no cenário mundial proporcionam, sem precisar de tantos zeros quanto nos superesportivos artesanais.

E lógico que uma data tão significativa não poderia passar em branco. Em todo o mundo os eventos comemorativos se sucedem, com exposições, encontros de proprietários, passeios e iniciativas especiais também nas competições. Semana que vem, nas 24h de Le Mans, dois dois 911 GTE que brigarão pela vitória na categoria LM GTE vão contar com decorações que reproduzem dois momentos especiais da Porsche – um repetirá o desenho da “porquinha”, a 917 que teve a carroceria “fatiada” com os diversos cortes da carne do animal, nos anos 1960, e outra as cores da Rothmans, que decorava os 956 e 962 vencedores do evento nos anos 1980.

E para as ruas, uma das novidades foi a confirmação de que o cupê quatro portas 100% elétrico baseado no conceito Mission E será produzido a partir de 2020, já devidamente batizado: Taycan, o que, na tradução, significa “jovem cavalo vivaz”, até mesmo para lembrar que a Ferrari não é a única a ter o animal em seu escudo. Com dois motores síncronos instalados nos eixos gerando potência superior a 600cv; autonomia estimada em 500 quilômetros e a ajuda de sistemas rápidos de recarga, ele chegará para iniciar uma nova era na trajetória da casa alemã, rumo aos próximos 7o anos. Os amantes dos automóveis com certeza agradecem, e mandam os parabéns!

S18_1831_fine PCNA18_0754_fine

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *


Vídeos

Mais Lidas

Topo