Legislação

Suspeita de novo escândalo envolvendo montadoras alemãs

Se a Volkswagen ainda trabalha para se recuperar do golpe na imagem (e do prejuízo de quase US$ 20 bilhões entre multas, indenizações e recalls) provocado pelo escândalo do Dieselgate, em que os softwares de motores a diesel eram manipulados para driblar os limites de emissões de poluentes, a indústria automobilística alemã se vê sob a sombra de outra denúncia séria. O New York Times revelou, semana passada, indícios de que macacos vinham sendo usados para testes de inalação dos gases expelidos por veículos para avaliar sua ação no organismo.

Agora, o jornal Stuttgart Zeitung vai além e cita um relatório que confirma que seres humanos também teriam participado das experiências, conduzidas pelo Grupo Europeu de Pesquisa em Meio-ambiente e Saúde no Setor de Transporte (EUGT), instituto dissolvido ano passado,mas que havia sido criado, entre outras, por Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz. O texto sugere ainda que um dos objetivos das pesquisas, feitas em conjunto com a Universidade de Aachen, seria avaliar o volume máximo de resistência aos gases tóxicos que não trouxesse riscos sérios de doenças respiratórias e câncer – provavelmente imaginando níveis de emissões superiores aos permitidos, exatamente o que ocorreu com o Dieselgate.

Em um primeiro momento, representantes dos três grupos responderam às acusações de forma tímida, sugerindo que, se testes com humanos e macacos foram realmente realizados, não eram do conhecimento das montadoras. Autoridades da região alemã da Baixa Saxônia, uma das sócias do Grupo VW, já cobraram explicações.

Dieselgate

 

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